
Nesta obra, o ferro entrega-se à terra vermelha de Camanducaia. Uma veia de cobre atravessa a metade inferior, não como traço, mas como o tempo escrevendo seu próprio alfabeto. A superfície se entrega a quem demora.
O primeiro painel da série, e o lugar onde Mario foi criado. Os vermelhos são o próprio ferro, a terra vermelha da região devolvida à tábua pela química. Uma veia verde de cobre corta a metade inferior. Sem figura. Sem horizonte. Uma superfície olhada por tempo suficiente para começar a se entregar.
Aqui é onde tudo começou. Não pintei. Esperei.