A matéria é conduzida, não reproduzida.
Cada obra nasce de uma investigação sobre a transformação da matéria. Metais, minerais e superfícies são conduzidos por processos autorais que revelam texturas impossíveis de serem repetidas exatamente da mesma forma. O tempo deixa de ser apenas um agente de desgaste e passa a fazer parte da construção da obra.
Meu trabalho parte da construção de superfícies em madeira e da aplicação de metais, ferro, cobre e latão, submetidos a processos de oxidação.
A imagem não é aplicada: ela emerge da reação entre matéria, tempo e ambiente.
Cada obra é resultado de um processo físico contínuo, em que a superfície se constitui como campo ativo de transformação.
As séries Lavra (I–IX) e Brasa (I–III) organizam esse processo como um corpo de trabalho progressivo, onde cada peça corresponde a um estágio distinto de maturação da matéria.
Mario Henrique de Moraes · Itatiba, SP · 2026